Multisport – 135 km (6km de corrida / 15km de canoagem no lago / 61km de ciclismo / 3km de corrida / 18 km de canoagem no rio / 21 km de corrida em trilha / 11 km de ciclismo)
Esse é o grande Desafio no Cerrado ! Prova que leva os atletas a uma grande viagem pela parte urbana e rural da Capital. É também a prova que prepara os atletas para o Campeonato Mundial na Nova Zelândia. Percurso plano no início e com desníveis na parte final. O segredo é dosar bem a energia nas primeiras pernas para poder suportar três importantes fatores da prova: a altitude acima dos mil metros acima do mar, a baixa umidade do ar e o forte calor durante a 1/2 maratona em pisos de terra batida, cascalho e um pouco de asfalto (2km). Por conta disso, haverá dois pontos de água no percurso da corrida em trilha. Um no quilômetro 8 (novidade) e o já tradicional aos 14 km. Há 3 travessias de pequenos córregos, sendo que em dois deles o percurso passa por dentro do leito enquanto no outro apenas atravessa-se o fio d’água. Há pouco volume de água mas é inevitável molhar os pés. A mata ciliar fechada ajuda a fugir um pouco do sol escaldante. É durante essa corrida que muitas posições são trocadas. Um bom planejamento de prova é fundamental para uma boa classificação final.
* No individual, o atleta faz as todas as modalidades em sequência. É preciso equipe de apoio para transportar equipamentos entre as áreas de transição.
* Para as duplas, os dois atletas podem fazer todo o percurso juntos. A única obrigação é remarem em barcos duplos nos dois trechos de canoagem. O resto da estratégia de revezamento é livre. Na corrida de 21 km é possível haver a troca de atletas no quilômetro 14. É preciso equipe de apoio para transportar equipamentos entre as áreas de transição.
* Para o revezamento, obrigatoriamente de 3 a 6 atletas, a estratégia de revezamento é livre. Nos dois anos anteriores da prova venceram equipes formadas por 4 atletas: dois corredores, um canoísta e um ciclista. Na corrida de 21 km é possível haver a troca de atletas no quilômetro 14. É preciso equipe de apoio para transportar equipamentos entre as áreas de transição, mas os próprios atletas podem assumir essa função.
Há caiaques plásticos e remos fornecidos pela organização para o trecho de lago e a descida do rio, desde que solicitados antecipadamente no ato da inscrição. Colete salva vidas é obrigação de cada atleta trazer o seu, bem como o capacete para a descida do rio (pode ser o de ciclismo).
Descrição Técnica
Parte Urbana
Após a largada, sobre o concreto da praça do Museu, os atletas correm pelo canteiro central da Esplanada sobre grama. Próximo ao espelho d’água do Congresso Nacional, sobem pela encosta sul voltando ao asfalto. Seguem em direção à Praça dos Três Poderes, descem pela rampa de automóveis próxima ao STF e seguem pelo Bosque dos Constituintes até o túnel que leva ao Palácio da Alvorada. Cruzam o viaduto por baixo, onde estará o ponto de água do BMS Run, e saem para as trilhas off road à esquerda do asfalto de quem vai para o Palácio Alvorada. Esse trecho entre o asfalto e a Vila Planalto será balizado; os atletas devem seguir as marcações até a Concha Acústica, onde começa a canoagem no lago. Os barcos próprios dos atletas deverão ser posicionados desde o dia anterior na área de transição. Os atletas devem deixar o colete salva vidas, ou qualquer outro item que não quiserem carregar desde a largada (como remo, por exemplo), devem deixar no barco na sexta, 25/06. A canoagem segue em direção à Ermida Dom Bosco, costeando a margem do lago até o Palácio da Alvorada. A partir desse trecho não há mais margem e a travessia continua rumo ao pier da Ermida, onde haverá uma bóia a ser contornada em sentido horário. A seguir, rumam em direção ao pilar mais à direita da Ponte JK. Há uma pequena ilha (Malvinas) após passar sob a ponte, próxima à margem do lago. Esse é um ponte de passagem obrigatória para registro e, dependendo do horário, para o primeiro corte da prova. A canoagem segue rumo à Ponte Costa e Silva e, sob a ponte, o pilar mais à esquerda é contornado em sentido anti horário. Proximos à margem, os caiaques seguem por toda a extensão do Pontão do Lago. Mantendo a direção, segue-se até a Península do Lago, que deve ser contornada. Os atletas mantêm-se próximos à margem até a chegada ao Parque Asa Delta (Morrote). Ao deixarem os caiaques, os atletas devem correm por uma curta distância subindo o morro e acessando a área de transição para o bike após a descida. A equipe de apoio deve aguardar seu atleta em local determinado pela organização para dar-lhe suporte, entregar a bicicleta e recolher o colete salva vidas. Após a partida do atleta os apoios devem recolher o barco que foi deixado na margem do lago. Não há mais a necessidade de deixar a bike no dia anterior na área de transição. O percurso do ciclismo acontece na DF 025 noLago Sul em direção ao balão do aeroporto. Pega-se à direita antes do balão e novamente à direita para acessar a L4 sul. Cruza-se toda a extensão dessa via até a L4 norte (dependendo da qualidade do asfalto, o percurso passará em frente ao Palácio da Alvorada) até cruzar a ponte de Bragueto. Os atletas passarão da entrada principal do Lago Norte e entrarão no Centro de Atividades após a segunda entrada daquele bairro. Passarão por 2 pequenos balões até atingirem o balão que leva ao Varjão. A partir daí, segue-se por toda a extensão da pista do Setor de Mansões do Lago Norte até próximo à barragem do lago. Desmontar na entrada do estacionamento do CEB Geração, retornando à esquerda no balão.
Parte Rural
Seguir a indicação dos fiscais para a entrada da trilha no leito do rio Paranoá até a chegada na margem do rio, onde os caiaques já terão sido posicionados pela equipe de apoio. Seguir no Rio Paranoá (há 3 corredeiras de classe I, sem queda, apenas ondulações) e, inevitavelmente, no Rio São Bartolomeu (rio largo, com poucas curvas) – que recebe as águas do primeiro. A saída do rio estará sinalizada, assim como todo o trecho da corrida em trilha. Não é necessário conhecimento de orientação com mapa e bússola. Contudo, um pouco de bom senso e atenção às marcações da prova é fundamental para um progresso seguro na corrida. As marcações serão feitas com cal no chão, setas direcionais, fitas plásticas e bandeiras altas para visualização de longe. Chegando à Hípica do Lago Sul, pegar a bike e seguir rumo ao balão da Ponte JK, entrar à esquerda no balão e descer rumo à ponte cruzando-a. Seguir o caminho marcado até o viaduto da L4 norte, onde os competidores passaram correndo por baixo mais cedo. De volta ao Eixo Monumental, pedalam até a Arena BMS na Esplanada. Há uma área de desmonte antes de cruzar a linha de chegada, que é atravessada obrigatoriamente a pé.
Veja o vídeo do BMS 135k de 2009 - aqui
Mapa


