A corrida no Brasília Multisport tenta evitar ao máximo a superfície plana. Trata-se de uma prova de aventura e quanto mais tempo a corrida estiver no mato e em trilhas melhor. Haverá sinalização no percurso e um pouco de atenção do atleta em observar essas marcações é indispensável.
A largada dos percursos curto e longo é conjunta e inicia-se abaixo do anel suspenso do Museu Nacional. Todos os atletas passam ao lado da Catedral ainda no asfalto e, antes de chegar ao Ministério da Esporte, o percurso passa para o centro do gramado. Os atletas passam pelas bandeiras dos Estados bem de fronte ao Palácio do Congresso Nacional e o terreno mergulha rumo ao espelho d’água lá em baixo.
Uma subida íngreme na grama à direita leva os atletas de volta ao pavimento e rumo às Palmeiras Imperiais da Câmara dos Deputados. A Praça dos 3 Poderes é atravessada e junto ao Panteão os atletas acessam a rampa que conduz ao Bosque dos Constituintes. A corrida passa no pé do mastro da Bandeira, segue pelo mato, cruza o túnel do Presidente, volta para o mato e segue paralelamente à pista contornando externamente a Vila Planalto. Já na altura da Concha, agora é só descer rumo ao Lago também sobre trilha de chão batido.
Esse trecho de 6km é bem explosivo e passa de maneira singela pelos monumentos do Patrimônio Cultural da Humanidade, Brasília. A Unesco inscreveu a cidade na lista do Patrimônio Mundial, justificada por “representar uma obra artística única, uma obra-prima do gênio criativo humano” e “ser exemplar marcante de um tipo de construção ou conjunto arquitetônico que ilustre um estágio significativo da história da humanidade”. Curtir uma corrida rústica nesse cenário é mesmo um privilégio !
Há dois pequenos trechos de corrida, de 1km no Morrote e 2 km na barragem que serão feitos obrigatoriamente pelos canoístas. É o final da canoagem no lago, que passa pelo topo do Morrote, e o trecho da área de transição que leva à entrada no rio.
Após o rio começa uma meia maratona pelo Cerrado enfrentando os desníveis do terreno, a secura do ar e a poeira das trilhas. Apesar de não termos montanhas, os atletas vão descobrir que Brasília não é tão plana assim. A corrida passa por leitos de riachos e molhar o pé é inevitável. É boa oportunidade para refrescar a cabeça mas infelizmente a água não é potável. Planeje bem sua ingestão de líquidos.
No quilômetro 11 da corrida há um posto de hidratação da organização. Nesse local há também uma área de troca para as categorias dupla e revezamento, que pode optar por ter dois atletas fazendo os 21km do trecho todo. Haverá dois horários de corte neste ponto. No primeiro, os atletas deverão seguir para a próxima área de transição por um atalho. No segundo corte, o atleta fica impedido de continuar por limite de tempo de prova.



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