A prova tem como grande diferencial a modalidade canoagem. Sem dúvida ainda é a menos popular mas em compensação é a que oferece a maior sensação de aventura no Brasília Multisport. No BMS Short os barcos são padronizados e disponibilizados pela organização. No BMS Long os barcos são de livre escolha e pode-se utilizar diferentes modelos para o lago e para o rio.
A organização fornecerá remos e caiaques plásticos sit on top (sem cabine) incluídos no valor da inscrição. Para o BMS Short é obrigatório usar esse barco, para o BMS Long é opcional. O atleta da prova longa deve informar se vai utilizá-lo no ato da inscrição. O transporte desses barcos de uma área de transição para a outra é feito pela organização. Fica a critério dos atletas decidir entre usá-los ou trazerem seus próprios barcos. Neste caso, o transporte fica a cargo dos atletas.
O percurso do BMS Short com apenas 3 km é perfeito para iniciantes na modalidade. Com poucas aulas e algum treinamento esse lindo trecho da Concha Acústica até a Ermida Dom Bosco, passando pelo Palácio da Alvorada, fica ainda mais fácil. Colete salva-vidas é obrigatório.
No BMS Long, após contornarem uma bóia na Ermida, os atletas enfrentarão mais 12 km passando sob as pontes JK e Costa e Silva, Península dos Ministros e finalizando no Morrote totalizando 15 km no final dessa perna. Essa é uma distância que já requer um treinamento mais específico, não sendo indicado para inexperientes. Os alunos do Centro de Canoagem Canuí que chegam sem experiência alguma costumam levar pelo menos 2 meses de treino para completar a distância confortavelmente.
As águas do lago normalmente são calmas em julho, especialmente nas primeiras horas da manhã. Contudo, há a possibilidade de termos vento e a formação de marolas. Qualquer embarcação é liberada e cada um deve escolher seu caiaque de acordo com sua habilidade técnica e ambição na prova.
O trecho no Rio Paranoá começa logo abaixo das instalações da usina da Ceb Geração. A água límpida corre rápido, há inúmeras curvas e algumas corredeiras de classe 2. Contudo, o maior risco do rio não vem das corredeiras mas sim dos galhos nas margens. Com a velocidade da água o canoísta pode ser levado na direção desses galhos e ficar preso. Totalmente contra indicado para pessoas sem experiência e sem o domínio do caiaque que pretendam utilizar no descenso. Colete salva-vidas e capacete são obrigatórios. Apesar de não ser obrigatório, para barcos cabinados a organização recomenda o uso de saiote de respingo.
No quilômetro 12 o Rio Paranoá entra no Rio São Bartolomeu. Serão mais 6 km até o final da perna, agora com menos curvas e rio mais largo. Diminui bastante o risco com os galhos na margem e a água muda de cor completamente.



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